Ô menina, a vida não é só sorrir. Vai ter lágrima virando a segunda rua, trocando o pé de calçada. Vai ter saudade antes de pegar na mão do sono. Vai ter rancor quando o presente não virar futuro. Vai ter tanta coisa nessa vida menina, tanta coisa, que não vale desistir não. Minha bonita, a vida não é só sorrir, mas a gente sempre tenta, seguir sorrindo, pra qualquer coisa que nos tente fazer mal.
A gente vive tentando, e quando vê, viveu sorrindo, a vida que não é só sorrir.
Irreplaceable Dream
Tento fazer o que posso para mudar coisas que não acho certas, mas quando existem intervalos, escrevo.
sábado, 10 de dezembro de 2011
Esses dias.
São dias em que as palavras já se fizeram gastas demais. A boca parece feita pra dizer o que não consegue.
Sinto um silêncio demasiado grande no peito, mas já o senti antes. É aquela parte de mim que não merecia ter lugar.
Dessa vez tenho pensando em deixá-lo crescer, só pra ver no que vai dar. Existem espaços dentro de nós que são feitos para mudar. Só fica proibido olhar pra dentro,
e fingir que vai tudo bem.
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Há dias,
Há dias em que preciso mesmo chorar. Soluçar muito. Sentir a dor caindo dos olhos. O aperto do peito saindo pela boca. Há dias que parecem noites sem fim. Uma escuridão penosa. São aqueles dias em que tiro de dentro tudo o que me faz mal, na esperança de que me vais ouvir e dizer que sim, que é verdade, que vais mudar e voltar a ser tudo como era antes. Há dias que ficam guardados só em nós, bem dentro, aqueles dias que nunca virão a existir.
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Hoje me gustaria ter acordado ao teu lado. Ouvir tua voz dizer-me que nada no mundo te serve, senão eu. Precisava de coisas muídas contigo. Tuas mãos no meu quadril, e tua vontade de não ir embora. Não é de facto um pedido, só estou a dizer daquilo que realmente me cairia tão bem, hoje. - é só que, não tenho experimentado bons dias.
O tempo, talvez.
Já era tempo de essas coisas todas terem passado. E não é culpa do tempo, esse sempre passa. É só que ainda me sinto murcha. Não me apetece mais sorrir para o moçoilo que devolve os trocados no café, nem mesmo dar bom dia para o porteiro que sempre me prega algum riso. Meus dias são desses em que só resta esconder o choro por detrás de um sorriso bem seco.
domingo, 7 de agosto de 2011
A noite passada foi como ter acordado precisando de muito do teu corpo. Muito mais da mesmice de sempre. Foi preciso ligar-te e dizer-te que a cama fica imensa só com o meu desenho. Foi como abanar para aviões lá no alto, e sentir a pequena que sou. Foi aceitar que depois de muito tempo voltei às saudades do que já passou.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
A cada tempo, mais um tempo.
Sinto que as horas estão à ser mais curtas. Tudo tem sido mais pequenito. Os beijos não se demoram tanto, os olhares viram piscos entre um cílio e outro. Andanças viram voltas. Eu viro cada vez mais só. Procuro alguém que responda: o que está a acontecer com o tempo?
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