quinta-feira, 28 de abril de 2011

Temos todo tempo do mundo.

Estou numa fase bem diferente na minha vida. Gente nova, conhecimentos novos, outra rotina, realizações, passos grandes e um bocado de sonhos novos aqui comigo. A minha fase é de abraçar o mundo, e eu ainda não sei se meus braços finos vão alcançar tantas coisas assim. O que eu sei é que essa mudança de mundo faz com que meus olhos brilhem. É bonito, sabe? Tem cheiro de liberdade e até parece inocente, mas eu não me engano, liberdade demais nunca é inocente. Então eu vou assim, tropeçando nas minhas próprias pernas. Tenho medo? Tenho. A vida nova faz a gente se perder da vida velha e eu tenho coisas preciosas demais na vida velha para dar as costas assim pra tudo o que sempre me apoiou e para tudo o que eu criei como verdade absoluta.

Como de costume, eu estou naquela minha velha luta com o tempo. Meus sonhos estão se acumulando. A caixinha dos sonhos está ficando cheia, a caixinha das dúvidas também. Tenho um conjunto de “e se...”. E se não der certo? E se a vida nos der as costas no momento decisivo? E se eu decidir agora mesmo? Então eu penso nas conseqüências, nas mudanças, no que terei que enfrentar, penso como irei sobreviver e a conclusão me parece tão clara, tão confortadora. Eu não posso me entregar ao “e se...” e desistir. Eu tenho um plano de vida, e eu não quero ter que ser obrigada a ter um plano B.

Existem sentimentos em mim que são longos, outros são curtos, como a calma e a paciência. Eu não sei esperar, não nasci pra isso. Fico procurando saídas, querendo que o tempo passe. Poxa, tá tudo tão diferente, vamos pegar as malas e mudar isso também. Vamos mudar antes que algo ou alguém mude por nós. Existem fantasmas por aí e na minha pequena cabeça, fantasma é a forma que o meu medo tomou para me assustar, simples fruto da minha imaginação, sentimento que tem corpo de gente e que vira e mexe aparece para atrapalhar meu sono e sonho.

E é nesse meu mundo, com mudanças boas e mudanças fantasmas que eu vou andando. A gente tem que andar, sem contar que ficar parada nunca combinou muito comigo. As coisas se ajeitam com o tempo, tenho fé nisso. As idéias se organizam, eu não gosto dessa bagunça. Gosto quando as coisas estão nos devidos lugares. Gosto quando eu sei o que eu quero. Gosto quando eu sei o que fazer para conseguir o que eu quero.

Sinto pena de você,

Eu sinto pena de você, pessoa que não consegue viver sozinha, que vive de mentiras, que acha que fazendo certas coisas vai se sentir menos incompleta, mas não, só vai se sentir mais sozinha e vazia.
Sinto pena de você, sinto pena por acreditar em momentos que já tiveram fim, e mesmo assim, insiste em acreditar que tudo vai continuar bem, tudo legal, tudo ótimo. Acabou.
Eu sinto pena de você, que acha que deve sentir pena dos outros, que foje dos seus problemas, que engana a si mesma, que cria sentimentos pra que as pessoas se prendam a você, que se faz de vítima quando não aguenta suportar uma verdade, que acha que não conhece ninguém e ninguém merece sua confiança, mas não, você não conhece nem a si mesma, e não, nem confia em si mesma.
Sinto pena de você, que às vezes sorria para esconder uma lágrima e chora para esconder uma aparente felicidade. Você sempre percebe o quão insensata é essa atitude, mas por pena de si mesma insiste em agir com tamanha insegurança.
Eu sinto pena de você que pensa que as pessoas te amam demais e você as magoa pra se achar um fardo, pensa que você que ama, mas não, você não ama nem a si mesma. Você que precisa de tanto esforço pra conseguir sorrir.
Sinto pena por olhar com olhos tão inocentes para as coisas mais inimagináveis do mundo e mesmo assim desacreditar da sua própria vida.
Que inconsequente, que mutável, que imatura!
Sinto pena de você, por amar com tanta intensidade, por se machucar tanto com coisas que nem deviam fazer lágrimas jorarem do seu rosto. Eu sei o quanto você é triste. Não me pergunte como, mas seus olhos, eles nem brilham mais.
Um dia você vai se olhar no espelho e ver que o amor é que faz a vida, e que sua vida é uma mentira. Sinta pena de si mesma.

Pseudo-sentimento,

Somos vítimas de nossos próprios pensamentos, vítimas do nosso coração, não dos outros. Amamos quem não nos merece, choramos por acreditar em mentiras. Vivemos esperando por dias melhores pra sempre, mas o melhor nunca vai chegar se continuarmos acreditando em coisas que nunca existiram. O coração nos guia, e sempre -ou quase sempre- caímos nas roubadas que ele nos leva. Olhamos as coisas com outros olhos, mudamos procurando o nosso problema, um problema que na verdade só está em nossa mente, e o coração insiste em nos mostrar o contrário. Ele nos guia, nos mente, trás lágrimas, e até sorrisos escondidos em meio a multidão. Mas cabe a nós a qual decisão tomar. O coração é importante, só nos basta saber quando ou não segui-lo para encontrar a felicidade ou alguma travessura pelo caminho.

Realidade.

Quanta falsidade, e quanta covardia. Quanto desamor. A ilusão não funcionou. Podemos não saber de tudo, mas sabemos de muitas coisas. Por mais que não pareça. As pessoas não cansam? Por que insistem em continuar falando coisas que não fazem a menor diferença para elas, mas que só acabam magoando as outras quando a realidade é revelada? As coisas passam a não ter mais nenhum sentido quando acreditamos que não há sentido. As pessoas podem tentar fugir do amor, e dizer que ele não é necessário, mas nós sabemos que isso não é verdade.



Essas pessoas precisam ir embora.

O silêncio era a paz.

Eu gosto do silêncio. Apesar de ás vezes o silêncio ser angustiante, e o motivo de muitos corações partidos. Eu gosto do silêncio, ao contrário de muita gente que gosta de multidões, e quando ficam em silêncio se sentem tristes ou sozinhas. Eu gosto. Não me vejo sem o silêncio que me trás paz e calma, em momentos de raiva ou solidão. Vejo o silêncio como uma forma de agir sem que o coração se negue a pensar do seu jeito. A solidão me acorda e mantém meu pensamento ocupado de pensamentos que eu nem se quer sabia que existiam. Diferenciar o falso do errado, o amor da ilusão, isso não existe quando o que menos acontece ao nosso redor é o silêncio. Com o silêncio me sinto leve, me sinto inspirada, me sinto voando em um mundo que sempre foi meu, mas até então, não havia descobrido. O silêncio é minha calmaria e é com ele que me protejo.

Um dia ainda descubro.

Tão superficial e banal. O amor foi se tornando o principal culpado. As lágrimas passaram a cair e o coração se partiu. E novamente, a paz se desfez. A paz sumiu. Sumiu e não voltou. Talvez as pessoas fossem as culpadas. Quem sabe tudo fosse culpa daqueles que acreditam que com amor não existe sofrimento. Ou quem sabe o destino tenha feito tudo de propósito. Mas, com o tempo aprendi o que é o amor. Amor não é bom o tempo todo. Independente de não ser bom o tempo todo, eu gosto dele. A verdadeira culpa é do destino. Esse que tenta nos colocar no caminho certo, e nos faz sofrer por perder pessoas que interromperam nosso verdadeiro destino. Não tenho tanta certeza do que pode ocorrer, se o amor sempre vai estar em mim até eu terminar de percorrer meu caminho. Mas enquanto escrevo, descobrirei meu destino.

Respire fundo.

Olhe no fundo dos meus olhos, amor. Perceba a falta de ar que você me provoca. Sinta o suor nas minhas mãos e meu nervosismo só de te olhar. Esse mundo já me fez sentir tanto solidão, mas esse mundo me trouxe você que fez tudo isso passar. Você é meu chão. Só queria ter a certeza de que você nunca vai me deixar cair. Não solte a minha mão. Vai doer quando você soltar. Não saia daqui. Não suma. Você é o único motivo dos meus sorrisos em dias de chuva, onde a melancolia predomina. Permaneça ao meu lado. Para sempre. Queria ouvir isso de você. PARA SEMPRE. Me faça crer que tudo será além do que eu posso imaginar. Me faça acreditar que tudo está bem. Me dê razões para respirar. Me ame. Acredite em tudo que eu sempre lhe digo. Não ligue para os outros falam. Perceba a minha verdade. O amor é o que faz o mundo. É o que ainda me resta. Você é o que ainda me resta. Quero ter você ao meu lado até a última folha do outono cair. Até a última flor da primavera nascer. Até o último ar fresco do inverno soprar. Até o verão acabar. Você sabe o que eu estou falando. Quero ter certeza de que o amor é belo. Belo como todas as coisas. Quero acreditar que tudo irá ficar bem ao te abraçar. Quando te abraço esqueço do resto do mundo. Nem precisaria lembrar. Você é meu mundo. Só basta você acreditar.

É tudo retórico.

Eu costumava dizer que via um pouco de mim em ti, que te entendia. Mas hoje vejo que não é bem assim. Você é (mais) horrível. Consegue ganhar quando o assunto é ''destruição de corações'', quando é pra fazer chorar, quando é pra abandonar.
É algum tipo de vício? Talvez seja alguma fobia que ainda não tem nome. Por que se for, alivia um pouco pro teu lado. Quero dizer, isso te faz bem? Infla teu peito, te enche de orgulho?
Deixa, deixa pra lá, é tudo retórico.
Você sobe até as alturas mas se esquece que o impacto vai ser maior quando chegar no chão. Você vai cair, meu bem. Vai, vai cair e vai doer. E eu espero, sinceramente, que essa queda te faça abrir os olhos, te faça mais alma e menos carne. Mais coração, menos osso.
Quem sabe?
Quem sabe.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Dear Liar.

Querido Metiroso, queria dizer que sinto a sua falta, sinto falta do seu jeito quieto e calado, do seu cabelo arrumado do jeito que eu gostava, e até dele bagunçado. Sinto falta de ficar perto de você em silêncio, curtindo sua respiração, sinto falta de falar com você e você não me responder.. 
 Sinto falta do teu beijo que fazia viajar, e do teu abraço que me fazia me sentir segura. Sinto falta até da sua mania de não me responder, de estragar meus prazeres. E eu sinto falta de tudo, tudo mesmo, das qualidades e dos defeitos, dos momentos bons e ruins, e de qualquer coisa mas que eu estava perto de você, e me faziam feliz.
Mas eu sinto falta mesmo é da pessoa que eu era antes de te conhecer, da pessoa que não se deixava enganar por palavras, da pessoa que fazia os outros sofrerem e não sofria por ninguém. Sinto falta da pessoa alegre e que sempre tinha um sorriso no rosto, e que não se deixava abater por nada, sinto mais falta ainda de me amar mais que a você, falta de pensar em outras coisas, outras pessoas além de você. E o que mais me machuca é acordar todos os dias me culpando por ter te deixado ir como se você fosse ficar pra sempre como dizia, tentando encontrar o meu erro pra você mudar e pra todo o amor que dizia que existia desaparecer, e acima de tudo sinto falta da minha esperteza, pois eu nunca acreditaria que alguém tão perfeito como você existiria de verdade, e acreditar que o destino não me queria mais só. Eu estou cansada de sentir tua falta, cansada de pensar em você, cansada de tudo que envolva você, mas talvez, a falta que eu sinto não seja de você realmente, seja de alguém que você inventou, de alguém que era e é perfeito pra mim, alguém de mentira e inesquecível que me trouxe uma felicidade imensa. Então, obrigada a você por tudo, obrigada por me fazer acreditar que o amor é uma mentira, e saiba nunca irei esquecer o que fez por mim, me mostrou que o homem que tanto amei era só uma MENTIRA. Obrigada por fazer parte da minha vida, e me deixar e me fazer mudar tanto, sempre te amarei, Querido Mentiroso.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Alguém.

   Era raro, nunca ninguém tinha conseguido algo assim. Todos a achavam esquisita pelo fato de nunca dar uma risada, de nunca participar das conversas, de nunca fazer brincadeiras como os jovens na sua idade faziam. Seu olhar preocupado instigava a todos. Na maioria das vezes andava sozinha, com medo e acata a todos ao seu redor. Isso só não acontecia quando alguém tentava manter uma conversa, o que foi ficando cada vez mais raro a cada dia que passava. Apenas a solidão era sua companheira. Até que, alguém. Aquele alguém que a fez sorrir de verdade depois de anos. Foi surpreendente. As pessoas acharam novidade. Uma moça tão linda, por que vivia nessa tristeza de sempre? A resposta ninguém podia obter. Mas, depois daquele alguém que a fez rir pela primeira vez, ela começou a ser mais aceita. Ela havia descoberto o que faltava na sua vida, que era alguém para conversar, alguém para passar o tempo, alguém para de divertir. Faltava alguém.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Gosto de você.

Gosto do jeito que você diz que gosta de mim, gosto de como você me chama de amor, gosto de escutar seu nome, gosto do seu sorriso, gosto de segurar sua mão, gosto de sentir o calor do seu corpo, gosto de te chamar de bobo, gosto de saber que eu tenho você, gosto de ser sua, gosto do modo como você me olha, gosto do seu olhar, gosto da maneira que você anda, gosto de sentir o peso do seu olhar quando eu passo, gosto de te dizer eu te amo, gosto de cada segundo com você. Gosto de pensar que você vai estar comigo, gosto de ser seu amor, gosto de te olhar fixamente reparando cada detalhe seu, gosto quando você sorri, gosto de como você mexe no cabelo, gosto de te ver me olhando, gosto de dormir pensando em você, gosto de sonhar com você. Gosto de pensar em você, gosto de viver com e por você, gosto de como sou quando estou com você. Eu gosto de te amar, gosto de sentir o seu amor, gosto de ser o seu amor, gosto de você.

Abandone-me à ouvidos quaisquer. E depois, suma.

 Pare de dizer que me ama e que me quer bem quando você sabe que eu sei que tudo isso é a maior mentira que eu poderia escutar.
 Pare de dizer que tudo vai ficar bem quando só eu quero que fique.
 O seu amor é infame, o seu jeito de mentir é lindo e tudo isso, essa hipocrisia acaba comigo.
 Você destrói a cada vez que me faz ouvir sua voz quase todos os meus desejos lindos de sonhar em te ter e te ter de verdade. As suas mentiras patéticas me envolvem, mas logo em seguida me despedaçam, e de um jeito tão forte que às vezes é até difícil me reerguer.
 Será que é isso mesmo que você quer? Às vezes paro e me pergunto. Será que você quer mesmo me iludir do jeito mais sórdido e depois me deixar aqui, parada, sem ter o que fazer, querendo você comigo, te implorando pra me fazer feliz?
 Não me faça acreditar em você de novo. Não tente me enganar mais me dizendo que tudo aquilo foi verdade, que você me ama e que vamos ser felizes. Na verdade eu vou ser feliz, vou sim...quando eu conseguir fazer você sumir da minha vida, dos meus pensamentos e das minhas histórias.

[...]mas eu te amo.

 Eu não quero dizer que te amo.
 Eu não quero que você saiba que por você eu faço tudo, largo tudo, vivo tudo.
 Eu não quero receber seus recados de amor enquanto você me ilude e eu fico aqui.
 Eu não quero apesar de saber de tudo que você está fazendo te amar cada vez mais e te querer cada vez mais perto.
 Por que você não faz tudo ficar mais simples e diz pra mim que não me quer? Por que você quer continuar insistindo num amor que ninguém sabe se acabou mas que nós sabemos que machuca?
 Para de me iludir e se iludir e assim me deixar pior e te deixar pensando que eu te amo e te quero bem.
 Eu te quero bem mas você não precisa saber, eu te amo mas não quero que você saiba e venha até a mim dizendo que me ama também e me faça ouvir a sua voz até às duas da manhã mentindo que tudo vai mudar, porque na verdade não vai.
 Então pare de querer esse amor porque eu não quero que tudo seja assim.

Estavam em mim, mas devolvi seus sorrisos crus.

 Enquanto eu te sorria você nem pensava em me abraçar. Enquanto eu te amava você nem pensava em me querer.
 Eu sempre estive ao seu lado, esperei, implorei, mas só as lembranças do amor passado não eram suficientes para mim. Eu te queria no presente. Você não quis me escutar.
 Foi pedindo o seu amor que eu descobri não mais te amar, eu vivi esse tempo todo escondida nos meus pensamentos enquanto você nem ligava a que ventos eu estava a cantar.
 Não consigo me responder o porque se eu queria tanto te querer não consigo mais te amar.
 Meu menino, sofri te amando demais, agora não quero chorar por isso que vai me fazer feliz e você vai continuar a não ligar. Acho mesmo que nunca ligou. Nunca me amou. Ou talvez não o suficiente pra se lembrar...
 Só peço que, por favor, não invada meus sonhos nas minhas madrugadas sem lua porque você já deixou de ser a minha estrela nua que mesmo sem brilho vinha me encantar. Eu quero ter meus sonhos vazios, mesmo que voltem a ser frios como antes de neles você entrar.

Mudaram as estações.

 Aprendi que é você que me salva de mim. Aprendi que você sempre me olha de longe esperando que eu te veja e esperando que eu te chame. Aprendi que tenho medo de te chamar e que sofro por isso. Aprendi que sem você meu coração arde mais e que arder nem sempre é ruim. Aprendi que as coisas da vida não acontecem por acaso, mas que o acaso parece sempre estar ali. Aprendi que a verdade é sempre o caminho certo e que as pessoas adoram errar. Aprendi que ver não é o mesmo que olhar, e que viver não é o mesmo que amar. Aprendi que os loucos sempre têm razão e que ter razão nem sempre é loucura. Aprendi que conceitos mudam, mas que a essência sempre é a mesma. Aprendi que viver é ser livre e que muitos preferem não viver. Aprendi que a promiscuidade ganha o mundo a cada dia e que a pureza não está mais tendo forças pra lutar. Aprendi que falar é lindo, mas que pensar é mais ainda. Aprendi que é mais fácil se calar enquanto brigam e só chorar por isso depois. Aprendi que não ajudar é ruim e que as pessoas não ligam se realmente é. Aprendi que a facilidade é realmente mais fácil, mas sempre vale a pena dar um pouco mais de si. Aprendi a não repetir os erros. Aprendi a não amar demais. Aprendi a esperar. Aprendi que ter orgulho de mim não é errado e que terem orgulho de mim é menos errado ainda. Aprendi que a beleza está em todas as coisas, mas ela cisma em se esconder. Aprendi que ter não é tudo e que ser é... ser é maravilhoso. Aprendi que confiar é perigoso e que correr perigo é a arte dos insanos. Aprendi que insanidade nunca foi o que eu pensei e que pensar nunca tinha sido tão sutil. Aprendi que sempre podemos mais, que sempre podemos tudo, que sempre perdemos tudo. Aprendi que perder é necessário, que perder é aprender e que aprender é o melhor de tudo. Eu aprendi a aprender. Eu tive que aprender.

Sejam.

O que importa na vida é a vontade de. É a coragem para ser. Todo o resto passa. O dinheiro passa. As pessoas passam, mas a vontade de viver não. A coragem de ser e admitir, de fazer e assumir, de crescer e evoluir, isso tudo não passa. Tudo o que a gente é, de bom ou de ruim, é fruto da nossa vontade de ser e da nossa coragem de querer ser porque ser não é apenas ser. Ser é brilhante. Ser é conseguir caminhar na estrada mais bonita construindo sonhos e fabricando realidades, é poder estar, é poder fazer, ser é poder poder. Ser é magnífico.
 Modificando o ser as pessoas tentam fazer o magnífico, mas esquecem-se que o mundo é muito mais que roupas bonitas ou rostos bonitos. As pessoas guardam sua essência, a escondem, e infelizmente mudam demais e quem muda demais esquecendo do que é não merece ser.
 Eu não sou rainha do saber, tampouco sei ensinar a ser, apenas sou, sem me preocupar em ser.
 Viver é tão bonito quando se consegue não pensar em nada e apenas viver. Olhar é tão mais bonito quando é apenas olhar. Os pensamentos avulsos estão tomando conta de gestos e atitudes simples que nos fariam muito melhores, que nos deixariam livres para fazê-los sem olhar em volta e sem precisar viver dois momentos juntos que seriam muito melhores sendo. Sendo apenas vividos.

Era um qualquer.

 Você nunca tinha sido nada além de um malandro qualquer com a mesma lábia imposta aos seus semelhantes. A sua rotina era frequentemente modificada a cada circunferência de quadril que atravessava seus olhos e os fazia girar naquelas órbitas insanas e imaginativas. Sabia de cor o nome de todos aqueles círculos exorbitantes, mas fingia não saber. Era parte do seu plano maroto pra parecer mais interessante.
 O que irritava os normais, mortais ou imbecis, era que você conseguia ser melhor que todos eles quando queria, e o que te fazia melhor ainda era não querer ou precisar mostrar isso a nenhum deles.
 Não tinha olhos azuis e tampouco braços invejantes incapazes de vestir uma camisa sem se enforcar. Você era comum. Você não possuía as tais características visuais capazes de fazer aparecerem quadris diferentes todos os dias na sua cama. Você era mais que isso. Você era menos que isso.
 Você vinha como um próprio caçador, devagar, sorrateiro. Fazia sua presa acreditar em todas as suas palavras inteligentes mas por final sempre fazia questão de repetí-las daquele modo. Modo este de garoto bandido, esperto. Modo de fazer com que ela - a dama ou a presa, o que dependia do seu instinto vagabundo - te quisesse quantas vezes você a quisesse e um pouco mais.
 Como você conseguia ser tão imoral era o que eu e o que , por fim, seus amigos malandros gostaríamos de saber. A diferença era que eles, agora, queriam ser como você - que tinha aprendido toda malandragem com eles - mas que agora fazia um caminho só.
 Você continuava com os mesmos ideais imundos e a mesma cara tentadora. Não existia alguém que pudesse não te querer em qualquer estágio.
 Aqueles seus olhos brilhavam tanto ao perceber a possibilidade de mais um bote que , às vezes, me colocava medo. Eu não sentia sua maldade, mas sim o desejo bruto de ter tudo e todos aos seus pés. Eu queria te fazer parar, mas você depositou aqueles malditos olhos em mim.
 Fez-me sentir a melhor ou até mais que isso sem precisar me tocar ou chegar um pouco mais perto. Você comandava a situação sem precisar explicitar que estava nela. Tinha-me nas mãos mas não parecia o suficiente, eu precisava me apaixonar pra só então você me deixar e começar tudo de novo com mais alguma e continuar girando nesse ciclo sórdido.
 Eu não me apaixonei e tentei fazer com que percebesse de todas as formas que eu conseguisse mostrar. Você me fez feliz como qualquer outro seria capaz de fazer e era isso que eu queria que acontecesse pra que eu  pudesse estar em mim quando olhasse naqueles olhos comuns, que eram capazes de aquecer qualquer inverno, e te dissesse que não queria mais estar com eles e que eles já não me traziam toda aquela felicidade.
 Não importava que tudo isso fosse a mentira mais deslavada porque naquele momento ele me viu roubando o seu papel, dizendo coisas que ele iria dizer e sufocando sentimentos que ele provavelmente não sem importava em ter.
 Tenho certeza que naquela noite ele reviveu todos os momentos comigo, naquele mente incapaz de sonhar coisas naturais, e tentou descobrir como errou como quem apostava a própria vida. Mal sabia ele que o tal plano tinha dado certo e que eu estava lutando pra que restasse ainda mais um pouco do meu orgulho pra me impedir de ir até ele e pedir mais qualquer um abraço sem graça que fosse.
 Enquanto o tempo passava eu me martirizava por não saber se eu já fazia parte do passado de dois dias atrás ou se ele se importaria em vir terminar o que começou. A cada minuto que passava minha opinião sobre ele ia ficando cada vez mais suja e a minha vontade de sentir aquele cheiro ia se tornando cada vez mais obsessiva.
 Passaram-se alguns dias inúteis que foram ainda mais inúteis sabendo que tinham começado a ser úteis pelo fato dele ter sumido. Eu não sabia o que tinha acontecido, ninguém sabia. Alguma coisa estava errada. Eu não aguentava mais, então chorei, não me contive, não suportei, não podia suportar. Depois dormi. Dormi sem pensar e acordei querendo não lembrar.
 Eu teria o praguejado cem vezes mais se ele não tivesse tido a coragem de me aparecer, pra o que quer que fosse, eu já não me importava mais.
 Ele me pediu pra nomear o que estava sentindo, pediu pra que eu não fizesse o favor de deixá-lo por aí pra cometer os mesmos erros que alguém o deixara cometer um dia.
 Eu percebi o medo nos seus olhos por arriscar vir até a mim e me pedir pra ficar com ele como se eu fosse realmente negar. Ele tinha medo de ser aquele vagabundo imoral a vida inteira. O pior é que naquele momento isso era uma decisão minha.
 Ele olhava nos meus olhos e o que me deixava ver era toda aquela auto-suficiência progenitora escorrendo em água salgada e sendo removida de um rosto agora acuado por mãos que pediam carinho.
 Eu não sabia o que dizer e se dizer. Ele não conseguia mais pensar, foi então que soltou uma única frase: "Me beija.''
E ela resolveu tudo.

Estavam em mim, mas devolvi seus sorrisos crus.

 Enquanto eu te sorria você nem pensava em me abraçar. Enquanto eu te amava você nem pensava em me querer.
 Eu sempre estive ao seu lado, esperei, implorei, mas só as lembranças do amor passado não eram suficientes para mim. Eu te queria no presente. Você não quis me escutar.
 Foi pedindo o seu amor que eu descobri não mais te amar, eu vivi esse tempo todo escondida nos meus pensamentos enquanto você nem ligava a que ventos eu estava a cantar.
 Não consigo me responder o porque se eu queria tanto te querer não consigo mais te amar.
 Meu menino, sofri te amando demais, agora não quero chorar por isso que vai me fazer feliz e você vai continuar a não ligar. Acho mesmo que nunca ligou. Nunca me amou. Ou talvez não o suficiente pra se lembrar...
 Só peço que, por favor, não invada meus sonhos nas minhas madrugadas sem lua porque você já deixou de ser a minha estrela nua que mesmo sem brilho vinha me encantar. Eu quero ter meus sonhos vazios, mesmo que voltem a ser frios como antes de neles você entrar.

sábado, 23 de abril de 2011

Apaixonada.



Obrigada por tudo. Não existem palavras em minha boca, não há declaração que expresse o meu amor por você.
Obrigada pela arrogância e delicadeza de teu beijo roubado quando estou distraída.
Obrigada por nunca interromper minhas lágrimas e me acolher em teus braços. Quando envolvida em teu peito, me sinto a mulher mais segura do mundo.
Obrigada pelo silêncio, por ser um bom ouvinte e pelas palavras doces que acalmam meu espírito.
Obrigada por me deixar deitar em teu colo e por acariciar meus cabelos enquanto juntos admiramos a beleza das estrelas e o esplendor da lua.
Obrigada por reparar em mim, me bajular, apreciar minha aparência, me elogiar e por sempre perceber se tenho um penteado novo e quando eu me arrumo para você.
Obrigada pela sinceridade aberta, por nunca ocultar nem mesmo um piscar de olhos.
Obrigada por cuidar de mim quando estou doente, e mesmo com a aparência cansada e sem maquiagem dizer que sou linda.
Obrigada por não ter vergonha da minha presença. Por andar de mãos dadas e não ter receio de me beijar em público, mesmo na frete de teus amigos.
Obrigada por me desejar e me observar com um sorriso quando de manhã ainda não me levantei. A tua alegria em me ver faz eu me sentir a mulher mais desejada do mundo.
Obrigada por me fazer dar muita risada e nunca me deixar rir sozinha.
Obrigada por sempre me perdoar, não valorizar nossas brigas e discussões e me ligar no dia seguinte dizendo que me ama.
Obrigada por me apoiar e me aconselhar nos momentos difíceis e de dúvidas.
Obrigada por me abraçar com força nos momentos que vou embora, me banhar de beijos e dizer que não quer se separar de mim nem que por um minuto.
Obrigada por ser quem você é. Eu levaria uma vida inteira para agradecer por tudo o que você faz, por tudo o que é para mim. Não existem palavras em minha boca, não há declaração que expresse o meu amor por você.
Acima de tudo, obrigada por me amar.

Repulsa.

Pela terceira vez experimentei o ódio. Nossa, é extremamente nauseante. Sei que você não merece nem uma mísera palavra, nem minha nem de ninguém, mas eu preciso me expressar. Você foi sujo, falso, ridículo e, principalmente, idiota. Não devia ter feito o que fez, não sabe o que perdeu ao dizer tudo aquilo. Realmente não sabe. Você nunca me conheceu de verdade, nunca teve essa chance por causa dessa maldita parede que nos separava de algo sincero. Você me enoja. Não sei, sinceramente, como pude me envolver com você, como pude pensar em te amar. Ainda bem que não o fiz. Ainda bem. Ah, é, não lhe contei isso, não é? Nunca lhe amei. Nunca. Apenas pensei que o fazia. Mas graças aos céus não amei. Tenho sorte de não tê-lo mais em minha vida.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Sentimentos Perpetuados.

 É difícil te ver todos os dias e não te querer, não pensar em você em não desejar te ter ao meu lado. Te confesso com toda a sinceridade que eu preciso definitivamente de você fazendo parte dos meus dias, da minha vida. Não quero fazer parte de um mero clichê e te dizer todas aquelas coisas que as pessoas apaixonadas insistem em dizer. Eu quero você, eu vou te dizer assim, sem nenhum arrependimento, nem medo de ser deixada ou esnobada, sem delongas, não vou ser prolixa, nem exaustiva, vou ser direta e conclusiva. Tenho que te falar dos meus sentimentos, não dá mais pra guardá-los só pra mim, não vou viver na obscuridade, não posso ofuscar esse amor, distorcê-lo, e nem vou ludibriar com outro alguém pra te esquecer. Não quero amores fúteis, nem instantâneos que me proporcionem prazeres momentâneos. Eu quero algo mais do que meros prazeres simulados, eu quero unificar nossas mãos, nossos carinhos e sentir a tua respiração ofegante ao término de cada beijo, quero sentir o teu calor a me abraçar, quero respirar o teu cheiro e me deliciar nos teus braços. Chega de qualquer distância que nos separa ou nos retém, eu quero amar você, quero me perder nos dias e horas, quero regressar todo o tempo em que esteve tão longe, quero me encontrar sempre em você e viver tudo que um dia pensei que fosse utópico.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Desabafo.

Não encontro mais rosto algum aqui pra olhar pra mim e apreciar minha depressão inconstante.
Alguns dizem que estou louca. Outros dizem que estou fazendo drama. Mas a maioria nem percebe minha mudança de humor.
Às vezes ainda percebo olhares pousarem em mim com aquela angústia sem brilho. Esse é o tipo de olhar que me atormenta a alma e me faz perceber que estou realmente ruim e que todos sabem, e os que eu acho que não sabem, apenas fingem não saber.
Uns são sinceros. Me dizem que estou mal, no chão, sendo pisoteada por cavalarias. Me pedem pra voltar, me pedem minha mão, querem me levantar.
Outros desistiram de tentar me ver bem. Apenas acompanham meu silêncio e se focam em minha companhia, apenas.
Não vou me isolar do mundo, porque estou nele e não há como ir pra algum outro lugar; não vou morrer, não agora, ainda.
Só vou ficar aqui, onde sempre estive, na presença de quem sempre esteve aqui, em silêncio. Eu só preciso desabafar. Me deixa desabafar com você?

Me sinto mal por ele ter partido e me deixado aqui pra trás. Por isso me joguei no chão e não pretendo levantar. Porque sempre que me estendem a mão, também me largam depois.
Já me acostumei com a ideia de que não haverá alguém segurando minha mão pra sempre.
Me sinto mal porque ele partiu e agora parece estar bem. Com ele bem não me restam mais esperanças. E quando ainda vem uma certa esperança dentro de mim, quero arracá-la do peito e da cabeça com força, pra ela nunca mais se atrever a voltar.

Não me lembro do gosto de seus lábios, não porque eram ruins, e não eram; são os melhores que já provei, pra ser sincera. Não lembro do teu gosto porque ele era o que menos me importava em você.
Mas eu me lembro bem do seu abraço, com seus braços firmes na minha cintura, me envolvendo completamente em si, seu corpo fechando o meu sem deixar espaços... Eu podia sentir seus olhos fechando enquanto me sentia.
Eu me lembro do descompasso do seu coração. Quando eu deitava a cabeça sobre tua camisa branca, sentia tua vida ali.
Me lembro muito bem da sua voz. Sua voz é o que eu mais lembro, na verdade. Como quem quer fugir comigo pra qualquer lugar onde esteja só eu e você.
Não me lembro de todos os momentos, mas me lembro dos momentos mais cruciais em todos eles.
Me lembro de chegar perto de você no dia 13 de Março de 2011 às 7h da manhã, enquanto você conversava com um amigo meu e vários seus..
Me lembro de quando, depois de me trair, você mostrou-se arrependido e me disse coisas lindas, e do como eu fui idiota de aceitar voltar com você. Ainda acredito em segundas chances, mas eu já te conhecia e deveria saber que no seu caso, duas chances não bastariam.
Me lembro do silêncio que ficou entre nós nesse dia.

O silêncio voltou a invadir, mas dessa vez, uma invasão gostosa. Quase tentadora aos olhos de quem vê. Aquele silêncio de dar inveja.
Sentei-me do seu lado, naquele banco velho e surrado. Você olhou em meus olhos com aquela profundidade que só teu olhar tem por dentro. Não consegui sustentar teu olhar por muito tempo, apoiei meu queijo em seu ombro, olhando pra suas feições e todos os seus detalhes. Você continuou me olhando daquela maneira.

Também me lembro de quando tudo começou a acabar. Era mais carinho e costume. Era mais rotina do que outra coisa. Mas ainda assim, eu queria você mais do que tudo.

As coisas só desandaram a partir dai. E se você não fosse tão canalha, eu tentaria ainda hoje, ter alguma coisa casual com você, como você pediu, depois de terminar comigo. Algo casual, nada sério, e eu neguei. Hoje eu tentaria, porque até acho que seria uma boa ideia. E seria, realmente seria, mas não é porque é casual que não mexe no emocional. E ver você paquerando outras garotas na minha frente dói mais do que você é capaz de imaginar. O pior dessa dor, é que eu não sei mais se ela existe. É um tipo de vazio. Invade de uma só vez e fica, não vai embora.

Não consigo me interessar por mais ninguém e mais nada. Não há nada aqui que me anime. Não há ninguém aqui que eu queira ter por perto. E até quem antes eu queria sempre comigo, não sei se quero mais.
Você mudou completamente minha vida, e já não sei como voltar ao normal.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Máscaras

Abandone as máscaras que cobrem seu rosto e escondem as dores da alma que perfuram o peito afora. Tire essa dor de si, segure-a e prometa não sofrer mais por algo que não lhe garanta uma boa estadia. Mostre-se feliz, que a felicidade virá.
O bom se aproxima, quando o mal se fez necessário. Nada é para sempre. Lembre-se disso mais tarde, quando as ondas do mar soarem como música nos seus ouvidos. Junto delas, virão as palavras. Tais quais eu disse do outro lado do mundo, ao horizonte...
Mas não minta. O olhar sabe ler, sabe interpretar. Você pode disfarçar-se de vírgulas para evitar o ponto final, mas as reticências são quase obrigatórias.
Às vezes a chance está em você, nas coisas que nega. E ela não espera sua vontade. Assim como eu também não. Estou aqui agora, me deixando levar pela ausência do orgulho. Amanhã será um novo dia e, sobre ele, nada sei.

Sad.

Minha pálpebra agora diz o que meus lábios nunca conseguiram expressar. Na retina, uma grande incidência de lágrima aparenta estar se aproximando. Não sei lidar com isso e creio que seja algo ruim. Sei que chorar nem sempre significa tristeza, mas está doendo aqui dentro. Vou tentar evitar, tentar valorizar os pontos específicos de qualidade e fazer com que quem esteja comigo consiga fazer o mesmo. Afinal, é aquilo que eu sempre digo: a vida é essa caminhada longa cujo destino está traçado por suas atitudes de agora. Às vezes não imagino do que posso fazer, mas também não subestimo: eu vivo.

domingo, 10 de abril de 2011

Ao seu lado.

De qualquer jeito você tem sido a razão da minha vida. Bem ou mal, me fazendo feliz ou não, é isso que você é. É em você que eu penso 24horas por dia, é pra você que eu escrevo tudo isso, é de você que eu estou sempre sentindo falta, e é pra você o lugar que está vazio no meu coração. Eu não sei mais quanto tempo vou aguentar, ou se eu já devia ter desistido, mas estou aqui: esperando um futuro incerto, ao seu lado.

Sinceridade...

Prefiro ficar em casa com as minhas coisas, na minha cama, com os meus travesseiros, cobertores. Com a minha TV e o meu computador, com a roupa que eu quero, com os meus pensamentos e dormindo na hora que eu quiser do que sair, e ficar com pessoas que não me entendem mais.

sábado, 9 de abril de 2011

Você.

Você ultrapassou níveis, você chegou onde meus sentimentos nunca tinham chegado. Você me fez sonhar de uma forma que parecia real, me fez olhar o céu e sentir coisas inexplicáveis. Fez meu coração bater sem ritmo, me fez sentir o coração apertado, você fez eu não conseguir segurar o choro. Você foi no meu máximo, foi até o meu ultimo nível de felicidade, e ao ponto que eu nunca pensei que conseguisse chegar de tristeza. Me fez sentir saudade, raiva, medo, insegurança, loucura, idiotisse. Amor. Fez com que o sorriso não conseguisse sair da minha boca. Fez com que os meus olhos brilhassem. Você foi uma necessidade. Me fez rir sozinha, e ainda me faz. Porque as lembranças estão aqui. O tempo todo na minha cabeça. E as vezes me pergunto "por que?" Porque acabou tudo, tão de repente. Como se tudo isso que você me fez, todos esses momentos bons e ruins, todos esses sentimentos e essas lembranças. Para que? Se de repente tudo acaba, tudo morre, e a ultima lágrima cai, e quando ela evapora, a última prova de que algo existiu também vai embora. Você me fez sentir tudo junto. Por que? Por que fez isso? Para depois ir embora e simplesmente chegar o fim?
 Será que é sempre assim? Vivemos. Momentos, sentimentos, vontades, sonhos, desejos, ilusões, decepções. Aprendemos e aprendemos com tudo isso para que, se um dia, tudo acaba? Se tudo um dia vai embora? E se ficam os sonhos e o amor, para que? Sonhos não realizados, amores não correspondidos.

Cartas.

"Talvez um dia você se lembre de uma garota. De uma simples garota de cabelos negros e olhos castanhos. Uma menina como todas as outras, como todas as suas outras amigas. Não sei se ainda as considera realmente suas amigas, depois de tudo o que aconteceu… Você se foi, e eu nem sei quando voltará. Mas saiba que eu, ao contrario de todos os outros, sempre estarei aqui para você. Não me lembro se um dia te prometi isso, e não sei se você se lembra de quando disse que nunca iria deixar de me amar. Eu nunca esquecerei. Não sei se me ama do jeito que eu te amo, os meus sonhos dizem que não. Mas saiba que eu nunca te deixarei, que eu sempre te amarei e que não importa se eu não pense todos os dias em você. Esse amor que sinto por ti é calmo, é suave. E eles estará aqui, bem no mais profundo do meu coração para todo o sempre." Escrevi na carta. Mais uma carta… Já era como um diário: escrevo, e ninguém lê. Não sei se devo continuar escrevendo essas cartas, escrevendo cada detalhe dos sonhos que tenho com ele, mas é inevitável. Palavras chegam para ele em minha cabeça a qualquer momento e sinto que tenho que guarda-las. As vezes escrevo, e passos alguns dias esperando respostas. Nem sei de quem. Nunca as mandei para ninguém, nem as minhas melhores amigas, nem meu próprio diário as guarda. Acho que nunca terei coragem de manda-las a ele. Ficam apenas guardadas em forma de lembranças e de provas de que um dia, o amor existiu.

Eu sempre fui assim.

Sempre me deixei levar. Sempre tentei ser o máximo meiga possível, eu sempre quis ter um sorriso estampado no rosto, sempre me apeguei. E eu sempre achei que isso fosse realmente bom, eu sempre pensei que estava fazendo o mais certo, até agora. Porque eu percebi que ser meiga demais só nos deixa com a esperança de ter um grande amigo que nem liga para nós. Percebi que um sorriso falso não vale nada, que me apegar só vai me iludir mais e mais. Mas eu não sei onde botar aquela menina meiga, eu não sei quem ser. Eu não sei como mudar mesmo sabendo que isso já aconteceu. Estou perdida com o meu próprio eu.

Não deixe de acreditar.

 Era difícil, mas era o melhor a fazer. Nem sempre as coisas são como queremos, nem sempre são as mais confortáveis. Mas seria assim. Não sabia como te deixar, não sabia como viver sem seus olhos e sua boca, sem suas doces palavras. Não sabia viver sem você. Mas o que mais me preocupava não era eu, e sim você. Como você ficaria? Eu já havia te salvado uma vez, mas quem te salvaria agora? Ou melhor, alguém te salvaria? Por mais que eu tente, eu não consigo te ver com outra pessoa além de mim. Te considero meu, assim como você sempre me prometeu. Mas eu sei que as vezes promessas não passam de palavras jogadas ao vento, mesmo que queiramos realiza-las, as vezes as coisas não saem como queremos, e então promessas são jogadas foram junto com todos os sentimentos. Sentimentos. Será que sobraria algum? Será que ficaria um pouco de mim em você para sempre assim como você ficará em mim?
 Em meio disso, escrevi.

 Meu amor, será que você ainda me deixa chamá-lo assim? Devo começar pedindo desculpas, não é? Eu sei que hoje você acordou sem mim, e que será assim por algum tempo. Mas lembre-se: algum tempo. Eu voltarei. Voltarei e iremos juntos para onde você quiser, voltaremos a ser apenas eu e você, como sempre fomos. Se você quiser, é claro. Não te obrigo a nada, não te peço nada. Me espere se quiser, me ame se quiser. Mas saiba que sempre terá um lugar aqui para você. Não deixe de acreditar. Não deixe de ser meigo, engraçado, compreensivo, conserve seus princípios de sempre. E sempre, sempre tenha esse sorriso no rosto. Me encantei em você por ele e tenho certeza que muitos ainda se encantarão. Seja seguro de si. Sempre acreditei em você e vou continuar acreditando.
 Voltarei. Eu te amo eternamente. 

 Deixei em cima da cama, a olhei pela ultima vez, e fui. Fui, mas deixei meu coração ali.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Não mais.

Há escrito em mim uma historia que não vivi, que não senti, que enxerguei. A tua vida, a vida de quem passou dias pensando em mim e não pude corresponder. 
   Lhe peço meu sincero perdão por não poder corresponder a esse amor tão puro e doce, por ter feito você chorar, por fazer você pensar em mim 24 horas por dia e não viver a sua vida. Perdão novamente, pois sei como esse sentimento é destruidor, sei o que é amar e sentir raiva por não ser correspondido.
   Há escrito em mim uma historia que esta pronta para ser apagada, se você quiser, se eu for pra longe do alcance dos seus olhos azuis, se você começar a enxergar o mundo ao seu redor e não o mundo ao meu redor.
   Os dias são tão curtos, não os desperdice me esperando, pois eu não penso em te ver.
Eu já sabia, mas não conseguia aceitar. A paixão acabou e eu consigo enxergar as pessoas como elas são de verdade. Cansei de manter essa imagem de não me importo.
Preciso retomar as rédeas da minha vida. Aprender a aceitar a rejeição mesmo quando ela não tem motivos. 
Pode não ser tanto assim pra vocês, caros leitores, mas pra mim é. Rejeição é o pior sentimento do mundo. 
Me enoja o fato de eu ter pensado que eram diferentes do resto. Mas essas pessoas são o resto. E uma coisa que odeio é esse tipo de gente: óbvia.
Poderia escrever tudo o que eu penso aqui, mas não quero. Isso só vai dar mais direito de usarem minhas palavras contra mim.
Que vivam suas vidinhas egoístas do jeito que quiserem, me rejeitem, mas me rejeitem de verdade, não cheguem perto de mim.
Eu tenho meus amigos de verdade.

Entre o vazio e a loucura.

Sentimentos têm a capacidade de materializarem-se como pessoas em nossa mente. Algumas bonitas e interessantes, outras horrendas e pavorosas. Mas todas elas são possessivas, querem estar no controle. No controle da sua mente.
Sua alma, que outrora exalava equilíbrio e dominava a arte de viver, agora está desaparecida, perdida.
Os sentimentos. Pessoas e mais pessoas. Problemas. Problemas demais! Pessoas. Muitos sentimentos e pessoas.
Elas chegam de mansinho, enganam-te, inventam belas histórias, contam da duvidosa vida, choram suas mágoas e te fazem rir. E você acredita. Engole inúmeras daquelas ríspidas palavras como se fossem chocolate quente mal feito num inverno rigoroso. É o caos, a decadência. A dependência: pois não há mais nada dentro de ti. Apenas essas pessoas. E elas são tudo que você precisa. Nada mais é necessário, apenas AQUELAS pessoas.

Tempos depois elas somem.

Não há desespero, senão ele materializar-se-ia numa pessoa agonizante, apressada, sofrida. Sem tempo. Também não há tristeza, eu reconheceria se estivesse ali: chorosa, melancólica, depressiva. Tudo de ruim.

Então, o que há nesta pessoa?

Nada, só vazio.

Va-zi-o.

V-a-z-i-o..

(...)

Então você se lembra das pessoas. Pessoas normais feitas de carne e osso, habitantes do planeta Terra - não sua mente, enfim apenas pessoas. O que te recorda dos sentimentos das pessoas. E todas se tornam lembranças. Lembranças inquietantes .

domingo, 3 de abril de 2011

I sing you to sleep.

Não sei se daqui há alguns anos eu ainda vou sentir isso. Não sei se amanhã eu ainda vou sentir isso. De qualquer jeito, eu sinto agora. Eu quero (você) agora. Sabe o quanto é difícil para mim falar isso, você sabe. Eu liguei o modo "desativar emoções" há algum tempo, e você foi lá e ferrou a fiação inteira. Infiltrou-se como um vírus e foi infectando tudo. No começo eu achei que meus anticorpos dariam jeito na situação. Contudo, você os deteriorou também. Seguiu o caminho mais fácil e rápido para o destino e quando percebi, já estava terminalmente doente. De fato, você cresceu em mim mais rápido do que eu consegui me defender. Tenho de repetir a mim mesma todos os dias na frente do espelho: Eu não gosto dele. Eu não gosto dele. Talvez algum dia eu me convença disso. Talvez um dia a gente se encontre por aí. Numa estrada, em um show, em uma rua deserta. Eu e você. Você e eu. Não vou te abraçar para que não consiga sentir saudade. Deixa tuas chaves no bolso e fecha os olhos. Pode me chamar de fria, calculista, me xingar do que você quiser. Só nunca esqueça que um dia eu consegui amar você. Se eu ficar por aqui, cara, eu vou morrer. Mesmo que talvez daqui há alguns eu me arrependa de tudo isso, fico com lembranças boas de ti. De nós. De tudo. Porque toda vez que eu acordo e cada raio do sol que entra pela minha janela me faz lembrar você. E mesmo se eu fosse para um lugar frio eu lembraria de você e de suas piadas bobas sobre qualquer coisa que eu fosse alérgica. Não vou dizer que não vou pensar em você. Só quero cuidar mais de mim, quero ser a melhor pessoa que eu conseguir ser. Algum dia eu volto. Mas não espere por mim. Eu respiro, respirava antes de você e vou continuar respirando sem nunca ter tido você. Deixa que sejam todos os dias bonitos de nossa estada à distância as melhores lembranças, porque viver está cada vez mais difícil.

You know me, I make all wrong.

Você acredita que algo incrível pode mudar uma pessoa? Você acredita que um dia poderá tocar uma estrela e dá-la a quem tanto gosta? Você acreditaria em qualquer coisa que eu te mentisse? Você me daria sua mão se eu estivesse afundando?

Conte-me seus segredos, ligue-me às duas da manhã. Eu não me importo. Só não diga que não valeu a pena. Porque não é só porque agora pegamos trens diferentes que eles nunca andaram no mesmo trilho. E talvez ainda andem de novo algum dia. Eu tenho estado bem, se você quiser saber. Tenho visto muitas estrelas cadentes. Mais do que via quando tinha você. Provavelmente porque eu já tinha tudo que desejava. E tenho feitos muitos pedidos também. Pedi paz, pra mim, pra você e as melhores coisas nas nossas vidas. Eu poderia muito bem mentir e dizer que nem as plantas da minha casa sentem a tua falta e na verdade eu iria mentir. No entanto, eu já cansei de amassar folhas, tentando te escrever algo. E agora acho que não há mais nada a dizer. Pois mesmo que você evolua naquelas suas pesquisas com raios cósmicos e crie uma máquina do tempo, eu teria feito e faria a mesma coisa se tivesse outra chance. Porque acho que sempre é válido errar. Afinal, não conseguiríamos ver as estrelas se não estivéssemos no escuro.

E então eu me lembro daquela tua frase: "Dois erros não fazem um acerto". Mas dois acertos fazem um erro. Eu e você. Numa eterna disputa para ver quem tem mais auto piedade. Um dia a gente se encontra por aí. Agradeço por ter tido a chance de ter conhecer um dia, ou achar que tinha te conhecido. O tempo passou e sempre irá passar. Só nós que ficamos presos a essas mesquinharias. Teu amor sempre foi mesquinharia, pouca coisa. Mas foi o suficiente para uma imaginação fértil como a minha. Pois eu sei o que é sofrer por algo que nunca foi seu e torcer para que ninguém consiga te ouvir do quarto. Você não deveria existir. Não estava nos planos. Porque se existe, não me vê. E se não me vê, não me faz sorrir. Só você sorri. E nada mais, só tuas poucas palavras que às vezes podem dizer tudo. Até mesmo o silêncio, que muitas vezes foi inquebrável, essa noite falaria tudo o que eu preciso ouvir. Mas eu estou bem. Esta noite eu vou acender as velas e lavar os pratos. Apagar as lembranças físicas de você e procurar um bom motivo para não precisar da tua presença. Não ofereço muito. Só tenho o meu mundo para te dar. Surpreenda-me pegando uma trilha alternativa e colidindo com o meu trem. Só não deixe o que passou virar nada. Se não já virou.

Enquanto a outra vida não chega.

Alguns de seus amigos chamavam de carma. Carma é uma vadia, dizia ela. Já outros sempre a acharam idiota. Particularmente, idiota era seu nome do meio. O fato de estar sempre sozinha não significava que estava infeliz. Ainda conseguia andar pelas ruas e ver beleza nas coisas que todo mundo já esquecera. Manteve um sorriso no rosto enquanto desabava por dentro durante muito tempo e ninguém se importou. Então, porque se importar agora? Continuou sua caminhada diária pelas ruas de sua cidade, uma cidade que não tinha muito a lhe oferecer. Meu deus, pensou, é tudo tão difícil. Tudo bem que não precisava ser fácil demais, porém não precisava ser desse jeito. Ainda podia se lembrar das últimas vezes. De como fora tachada de lunática. De bobalhona. De coitadinha. Ficou sempre para trás em tudo. Todo mundo achava que sabia o que era melhor para ela. Mas não sabiam, dizia em voz alta no banheiro todas as noites. Tudo não passava de monopolização. Sentia como se todos estivessem em cima dela gritando e gritando para ela fazer aquilo, você já está velha diziam, não pode se dar ao luxo de escolher. De esperar. De esperá-lo. Por que não podiam dividir o mesmo chão se estão sob o mesmo céu estrelado? Doía tanto nela que o que desejava seriam só palavras. Não, na verdade não doía. Não era dor. Estava anestesiada pela morfina e tudo o que sentia era o vazio dele que nunca estivera aqui. Ele estava tão preso nas palavras que cada uma delas era ele lhe sorrindo. Cada letra. Cada dedo sujo de tinta de caneta. Cada olhar. Cada borboleta no estômago era ele vivo dentro dela. O vazio vinha quando ela lembrava que eles nunca dariam certo. Por mais que tentassem, por mais que fossem incentivados, eles simplesmente não nasceram para ficar juntos. Talvez fosse um amor tão grande, tão grande, mas tão grande que não cabia só dentro deles. Mal cabia no mundo. Enquanto passava por um restaurante repleto de famílias, pensou que nunca poderia ter algo assim com ele. Quem sabe nunca outra vida, numa outra época. Apegava-se à crença de que algum dia ele seria seu. Só seu, em algum lugar perdido desse mundo. Era bonito pensar em estar junto com ele. Leu uma vez que a melhor forma de esquecer um amor é transformá-lo em literatura. Ele era mais; era tudo o que suas paredes, sua boca não mais tocada pela dele ainda conseguia ser. Era o único jeito que encontrou de mantê-lo consigo: dentro das palavras, que um dia ele conseguiria enxergar como todo o amor do mundo.

Love will tear us apart.

Mesmo depois de tudo, eu ainda sou aquela que volta. Não importa o quão minhas mãos estejam machucadas de carregar tantas cartas, eu ainda sou a que te espera na varanda de casa com um bolo de brigadeiro nas mãos. Sou a que inventa mil teorias e mil conversas que nós teremos no chão da sala de estar. Sou a que sempre está aqui. Eu estive perdida durante muito tempo, um tempo muito longo. E neste exato momento, eu só queria que as cartas que aqui chegam não fossem pra mim. Tenho estado tão feliz, tão livre das coisas que me prendiam, embora que aqueles velhos medos tenham permanecido. E quanto mais eu te pergunto, mais pareço estar falando com as paredes. É uma pergunta simples: quando você vai ficar aqui, para todo o sempre, comigo? Sei que ninguém tem o direito de invadir a vida de uma pessoa desse jeito. Entretanto, tudo o que tenho a te oferecer agora é a minha perseverança nessa coisa, nesse nós que continua rachando por todos os lados. E mesmo que acabemos com todos os pedaços do que sobrou de nós nas mãos, mesmo assim, mesmo assim, eu vou te amar com todos os pedaços que restaram do meu coração. Talvez seja pouco, talvez seja nada. Mas é a melhor coisa que eu posso fazer por nós agora, por mim. Era tudo tão mais bonito quando a gente não se prendia, não é? Você vai voltar? É tão simples ainda continuar aqui, pura e simplesmente com acomodação... Sabe quando você acorda de um pesadelo no meio da noite e se sente aliviado porque tudo aquilo não passava de imaginação? É a mesma sensação de quando você volta. E eu estou sempre esperando você voltar. Sempre acabo enrolando demais pra te dizer coisas simples que talvez poucas palavras bastassem para dizer tudo. Mas só o que vem de você são palavras. Milhares delas, percorrendo os fios de energia e cortando meus dedos feito papel de carta. Tudo bem, eu já decidi: está na hora de ir pra casa, agora. Já arrisquei tudo o que eu tinha, já dei mais do que eu tinha, já deixei você estar nos lugares mais bonitos desse meu tão cansado e calejado coração. Hasta.

Things I hate about you.

Eu te odeio. Você nem sabe o quanto. Você nem imagina o quanto eu te odeio por me fazer precisar tanto desse teu cheiro. Como se você fosse a areia e eu fosse o mar que nunca pudessem ficar longe um do outro. Eternamente presos um ao outro. Eu odeio o jeito como eu pareço idiota quando você desaparece e me deixa aqui sozinha. Odeio sentir sua falta e principalmente o modo como parece não se importar com isso. O que diabos eu te fiz? Foi tudo "coisa de momento" e não teve importância? Só diga algo, pelo amor de Deus e me deixe seguir em frente. Eu estava seguindo em frente, e então veio você. Veio e foi. Foi e veio. E nessa inconstância que tenho que acompanhar e que me esmaga a cada vez que meus pés tocam o chão de manhã. Eu quero te machucar. Te fazer sentir tudo que venho sentindo nos últimos meses. Dizer "vai, senta aí nessa tábua de pregos sem almofada nenhuma e tu verás o que eu sinto cada vez que você parte". Nos últimos tempos eu tenho mais te odiado do que te amado, embora que você pareça achar isso divertido. Apesar de tudo, você ainda é a primeira pessoa em quem eu penso quando me perguntam sobre amor. Todo esse jeito de menino, tão cheio de elogios pra mim, risada presa na minha mente, tão simples, tão mentiroso. É tanto ódio e amor ao mesmo tempo que eu te jogaria de um precipício e segundos depois pularia com uma corda pra te salvar. Eu nunca planejei isso. O negócio é que eu estou cansada de te esperar. Ou fica ou vai embora de vez, droga. Eu estou cansada de escrever palavras pra você negar. De perder tudo o que eu tinha pra te deixar ir embora. Já não sei dizer se ainda sei suportar. Ou se preciso.

The colors and things to arrest you.

Eu queria poder deixar você. Não me importar mais, não ficar me perguntando a que horas você volta, não ter cada parte do meu corpo tremendo quando você aparece. Queria poder mandar você ir para o inferno e que tudo voltasse ao normal. Eu queria poder não sorrir ao ver a cada pessoa parecida com você, ou até mesmo as que só se parecem porque meu desejo de que esteja por perto é grande demais, queria poder não gastar boa parte do meu dia pensando em como seria minha vida com você. Eu estou tentando não agir como uma criança mimada e insuportável, mas o que realmente me parece é que vez em quando nossas exatidões não funcionam. Há uma porção de coisas contra essa história, muito mais do que você pode imaginar. Entretanto, eu ainda estou na frente do campo de batalha, com tudo o que ainda me restou desses anos todos sem você. Dá pra perceber? Novamente estou sofrendo sozinha, embolada numa paranóia e dúvida monstruosa. Sempre achei que eu era aquele tipo de pessoa que não consegue superar perdas. Talvez seja porque odeio sentir dor, e tenho sentido muita dor nos últimos dias. Por você, por mim, por tudo que podemos ser. Por tudo ser tão difícil quando se trata da gente. Porque a gente é o que me importa. Mesmo que tudo diga que isso é loucura, que eu tô sendo sem juízo e que minha precisão de você não passa de desespero. Não espero ser entendida. Só queria precisar um pouco menos de você. Minha vida continua mesmo que você não esteja nela, nada pára. As coisas sempre caminham para que a gente se encontre, e se tiver de se encontrar, vai ser. Eu posso reconhecer seu cheiro em qualquer canto desse mundo. Eu quero nossa vida, mas talvez eu tenha que te deixar pra que isso aconteça. Você nota o paradoxo disso? A verdade é que tenho medo de que você consiga ser mais feliz sem mim, mesmo que sua felicidade seja a coisa que mais desejo na vida. Medo de que daqui há alguns anos, enquanto eu estiver checando a correspondência, o convite do seu casamento esteja lá no meio das cartas. Medo de que depois de eu ter tido tanto medo, você tenha conseguido me deixar pra trás. Eu queria poder deixar você, mas não posso. Porque tenho que acreditar que há algo maior para tudo isso. Que isso não é à toa. Que desta vez vai ser diferente. Que eu não vou me afogar de novo nesse rio de águas turvas.

Substituta.

Claire: Você e eu temos um talento especial, e eu percebi isso imediatamente.
Drew: Diga-me.
Claire: Nós somos pessoas substitutas.
Drew: Pessoas substitutas?
Claire: Eu tenho sido uma pessoa substituta minha vida toda. 
Tudo Acontece Em Elizabethtown
 
 

 Não há uma placa que avise para quê estou aqui, no entanto, as pessoas sabem. Estou e sempre estive aqui para preencher lacunas. A que é chamada para suprir carências, medos e quando as coisas voltam ao normal, parte sem deixar rastro algum. Apenas e exatamente isto. Não posso precisar de ninguém, pois cada um, cada um deles está com um problema de Estado e então vou eu com todos os sentimentos amarrados com ligas metálicas numa caixinha enquanto abraço meus amigos e digo "tudo vai ficar bem" "logo você arranja alguém melhor" "você vai conseguir".

Não se torna uma pessoa substituta; se nasce uma pessoa substituta. A que era chamada de amiga por todos, mas sempre era a última a ser escolhida, a última opção. Por isso nunca esperei muito dos outros. Basicamente, não dou mais importância ao fato de que  sempre serei substituída. São ciclos, entende? Entro na vida das pessoas e não permaneço muito tempo, elas entram na minha e sempre deixam algum pedaço delas. E assim vou juntando, fazendo um mural interno com cada pessoa que já consegui amar e deixar partir nessa vida. Sabe aquela sua professora de matemática que passou alguns dias substituindo seu professor fixo? Ela mal é lembrada. Substitutas nunca são lembradas, não são para serem lembradas. Você pode até ter a sensação que alguém passou por você em alguns momentos, mas logo se voltará para o que é real. Substitutas não tem porto fixo. Nunca permanecem muito tempo na vida de alguém. Sempre o Plano B, a segunda alternativa, o ESTEPE. Só quem é substituta sabe o quão é solitária e livre é esta vida. Apenas sei ou torço para que tudo isso tenha realmente algum propósito além de evitar sofrimento desnecessário. Posso não ser perfeita o tempo todo, mas sempre tenho sido verdadeira com o que sou. As pessoas sempre se vão. E não há nenhuma surpresa nisso.

You played yourself to death in me.


Não estou nem nunca ficarei acostumada com esses bombardeios internos. Pode parece maluquice, mas todos os dias quero afastar as sensações que seu corpo provoca em mim e de imediato percebo a tristeza que pode ser um dia te olhar, te tocar e não sentir nem um tremor sequer. Chego a pensar, muitas vezes, que não sou a melhor pessoa pra você. Você sabe, você merece mais do que eu posso oferecer - que é quase nada. Peço todos os dias que desista de mim, no entanto sinto cada parte de mim se esvair quando penso na sua partida. E então você persiste. Como um bravo cavaleiro que não desiste de uma batalha árdua. Que vence um exército e chega, com alguns arranhões e roupa rasgada, de volta ao castelo onde sua rainha o aguarda com uma mesa farta e trajes limpos. Ela sempre o esperou, e esperaria durante todos os dias de sua vida se fosse preciso. Não parece pouco tempo agora, mas espero e peço todos os dias para que seja. Que todos os caminhos que levam à Roma simplesmente sempre me levem até você. E que ainda que eu permaneça com todos os meus clamores de desistência, você continue sendo forte e ainda queira estar comigo, mesmo que não seja a coisa certa a se fazer. Prefiro dez, quinhentas, setecentas mil vezes ser o maior erro da sua vida e apenas se transformar numa lembrança do que ser um fantasma de alguém que passou por aí e nem tem o nome lembrado. Levanto todos os dias de manhã, tomo meu café, leio meu jornal, assisto TV e espero silenciosamente você me ligar e dizer que precisa conversar seriamente comigo. Me resigno ao fato de que tudo em minha vida, tudo que poderia ser muito lindo, acaba em cinzas dentro de uma caixa de pertences. No entanto, você só me liga pra perguntar quando vamos finalmente dominar o mundo e quando eu serei sua rainha. Não consigo odiar o seu jeito de fazer piada com tudo, quando o que mais quero é te bater, mesmo você sendo maior do que eu, e perguntar o que diabos você vê em mim e não nas outras milhares e bilhares de garotas por aí que poderiam te fazer incrivelmente feliz. Eu falo de amor pra você como quem caminha em areia movediça, aos trôpegos, mancando um pouco enquanto você me sorri feito um idiota. Você é um idiota. Um idiota por me trazer todos os dias uma notícia engraçada da sua família, por me deixar parte um pouco e por me fazer sentir uma insignificante formiga perto de tudo de bom que você consegue ser e viver. Em contraponto, você me faz querer ser melhor todos os dias. Embora que eu apenas deseje alcançar a perfeição incessantemente, é inefável que seu sorriso é minha maior recompensa e meu maior produtor de textos. Esse meu jeito de te afastar é uma súplica para que você nunca saia de perto de mim e nós, agora em meio aos transeuntes dessa nação, somos a sala de estar de um futuro que precisa dar certo, tanto que eu não ousaria desejar caso fosse um equívoco. Não estou fazendo nada de errado, só estou tentando ser feliz. Uma felicidade que te traga de volta pra mim todos os dias, o tempo todo.
Cale-se. Seus olhos querem falar.

Os olhos dizem o que a boca não consegue falar. O silêncio se torna ensurdecedor. É incômodo e guarda muitos mistérios. Decifra-me se você puder.
O sorriso não aparece sem vontade. A manifestação mais sincera é o choro. As lágrimas que caem dos olhos, logo depois de terem perdido o brilho. Sim. Eles tornam a brilhar. Só que. Só que depois de certo tempo.
O tempo é relativo. Pode ser agora, amanhã ou até mesmo daqui a um mês. Ninguém sabe. Nem o meu coração se quer sabe. Tudo passa. Certas coisas podem ser esquecidas, sim.
Boca que se cala. Olhos que falam. Voz que não consegue sair. E no fundo do peito há o que quer ser dito, mas que, infelizmente se torna indizível. O motivo... Não há motivo
Ou melhor, há sim...
Ou se quiseres me ver fechado, eu e minha vida... Nos fecharemos belamente, de repente. Assim como o coração desta flor imagina a neve cuidadosamente descendo em toda parte. Zeca Baleiro e E. E. Cummings já se manifestam por mim.
Assim como essa flor, meus botões ainda vão se abrir. Ainda vou florescer. E talvez eu deixe de me fechar. De me calar. E de permitir que o silêncio fale por mim.

A boca e o olhar ainda vão trabalhar em conjunto e participar do mesmo diálogo. Um dia, quem sabe.

Desperdício Necessário

Olhe para esse copo d'água. Vamos usar a metáfora, eu gosto muito dela.
Olhe para esse copo d'água. Imagine que cada gota ali dentro é um pouco de afeto, compaixão, ternura e presença. Imagine que esse copo d'água é um relacionamento amoroso.
Na hora de beber água tem gente que escolhe o copo e tem gente que pega o que vier pela frente. Não importa, matando a sede já tá bom. Aí vamos enchendo... enchendo... Até transbordar. Em alguns casos algumas pessoas bebem metade, acabou a sede é só jogar fora ou deixar em algum canto.
Nunca sabemos como vai ser aquele copo, acontece o pronto. Água é necessário, amor é necessário. Entregar amor a quem não merece é jogar um copo de água fora num deserto escaldante.
Quando a água acaba e precisamos encher o copo novamente é igual o processo de recomeçar.
Tanto o amor quanto a água se continuarmos a desperdiçar dessa maneira, ficarão escassos.

Finais infelizes

Coisas passageiras. Momentos de alegrias, outros de tristezas. Por que será que tem que ser assim? Toda história tem que ter um fim?  Pessoas dizem " Finais felizes", mas eu não vejo a felicidade de estarmos terminando. Não estou feliz, muito pelo contrário estou triste, me sentindo tão só.
Mais uma história com final. Mais pessoas a sofrer. Mais lágrimas a serem derramadas. Mais um coração ferido.  Mais angústias e dor. Mais uma pessoa a chorar de madrugada devido a perda de um amor.
Momento triste esse que estou vivendo. A saudade de corroi por dentro e por mais que tente, não esqueço nossas juras de amor. Não esqueço nossos momentos, e muito menos suas palavras e seus abraços. Triste fim esse nosso! Triste despedida aquela que repetimos por várias vezes! Por mais que tentássemos recomeçar de novo, nunca dava certo, nós sempre nos despedíamos e nos magoávamos!
Acho que não era para ser e não foi. Por isso hoje estou seguindo o meu caminho com apenas as nossas boas lembranças guardadas em minha memória!

sábado, 2 de abril de 2011

Eu gosto dele, ele gosta dela, ela gosta do outro e o outro gosta de mim.

Os olhares te denunciam e o ciúme te entrega, parece que as borboletas voltaram a se movimentar por aí. Seu coração palpita e pede socorro, sua garganta se fecha e suas pernas estão bambas, não adianta disfarçar eu sei, você esta apaixonada de novo e esta confusa, algo sobre amizade e paixão. Sua mente te faz esquecer, seu coração te manda dizer. Você mergulha no medo se entregar e se afoga na ânsia de se machucar. Suas máscaras não te servem mais e você agora não consegue dormir.
Se o amor fosse tão simples assim, ninguém estaria amando agora.

Coração Nômade

Uma vez me disseram que todos um dia amam, e isso me atormentou por muito tempo. Não que eu seja a mais seca das rosas, mas eu nunca consegui manter nada. Não que eu seja a garota mais diferente do mundo, porque eu sei que não sou. Uso calça jeans, me preocupo com a minha franja no calor e passo meu tempo pensando em besteiras. Mas é que por dentro, eu sinto algo diferente. Algo que já tentei descrever em milhares de textos e poemas, não consigo. Mas, por você tentarei explicar, mesmo que inutilmente o que sinto agora. Espero que eu não mude de opinião até você leia, as vezes acontece. Já me apaixonei por vários garotos, de todos os tipos, jeitos e defeitos. (defeito deveria ficar em letra maiúscula você não acha?) e nada durou por mais que um ano. Não pense mal de mim, apesar de as vezes eu também achar que não presto eu sei que sou uma boa garota. Se não sou, tento. O problema não é exatamente a intensidade, porque nos primeiros dias eu viro uma típica idiota apaixonada . Daquelas que muda o trajeto da escola, ensaia o que vai dizer e fica vermelha só de pensar. Digamos que o problema seja em manter tudo isso. Quando o que eu quero se torna realidade eu abandono, ou melhor, meu coração me abandona. Eu simplesmente paro de sentir. Então, os defeitos começam a aparecer e quando dou por mim, já não consigo nem olhar. Se era amor? Acho que não. Mas também não sei dizer o que era, porque enquanto habitou em mim, fez festa. E toda festa tem acabar uma hora não tem? Pelo menos a minha acaba sempre. E claro, deixa vestígios. Restos insuficientes para uma nova comemoração mas suficientes para me fazer escrever. É por isso que estou aqui, se é que você me entende. Eles no começo são o meu motivo justamente por eu não ser o deles. Isso não é algo legal de se dizer, acredite foi difícil admitir no começo. Os únicos caras que eu ainda penso, são os que me deixaram antes que tudo acontecesse. Quando digo tudo, você sabe do que eu falo NÉ? Esses foram o que mais me fizeram sofrer, disso não tenho dúvida alguma, mas foram também os que me fizeram ver o outro lado da história. Como é o ficar, e não o ir. Mas isso não interessa agora, também não acredito que meus sentimentos por eles sejam algo parecido com o amor. Acredito que seja vontade de colocar um ponto final em uma frase que parou em vírgula. Infelizmente minhas frases nunca são as últimas do texto.
Eu sofro da doença que eu chamo de coração nômade.