Claire: Você e eu temos um talento especial, e eu percebi isso imediatamente.
Drew: Diga-me.
Claire: Nós somos pessoas substitutas.
Drew: Pessoas substitutas?
Claire: Eu tenho sido uma pessoa substituta minha vida toda.
Tudo Acontece Em Elizabethtown
Não há uma placa que avise para quê estou aqui, no entanto, as pessoas sabem. Estou e sempre estive aqui para preencher lacunas. A que é chamada para suprir carências, medos e quando as coisas voltam ao normal, parte sem deixar rastro algum. Apenas e exatamente isto. Não posso precisar de ninguém, pois cada um, cada um deles está com um problema de Estado e então vou eu com todos os sentimentos amarrados com ligas metálicas numa caixinha enquanto abraço meus amigos e digo "tudo vai ficar bem" "logo você arranja alguém melhor" "você vai conseguir".
Não se torna uma pessoa substituta; se nasce uma pessoa substituta. A que era chamada de amiga por todos, mas sempre era a última a ser escolhida, a última opção. Por isso nunca esperei muito dos outros. Basicamente, não dou mais importância ao fato de que sempre serei substituída. São ciclos, entende? Entro na vida das pessoas e não permaneço muito tempo, elas entram na minha e sempre deixam algum pedaço delas. E assim vou juntando, fazendo um mural interno com cada pessoa que já consegui amar e deixar partir nessa vida. Sabe aquela sua professora de matemática que passou alguns dias substituindo seu professor fixo? Ela mal é lembrada. Substitutas nunca são lembradas, não são para serem lembradas. Você pode até ter a sensação que alguém passou por você em alguns momentos, mas logo se voltará para o que é real. Substitutas não tem porto fixo. Nunca permanecem muito tempo na vida de alguém. Sempre o Plano B, a segunda alternativa, o ESTEPE. Só quem é substituta sabe o quão é solitária e livre é esta vida. Apenas sei ou torço para que tudo isso tenha realmente algum propósito além de evitar sofrimento desnecessário. Posso não ser perfeita o tempo todo, mas sempre tenho sido verdadeira com o que sou. As pessoas sempre se vão. E não há nenhuma surpresa nisso.
Não se torna uma pessoa substituta; se nasce uma pessoa substituta. A que era chamada de amiga por todos, mas sempre era a última a ser escolhida, a última opção. Por isso nunca esperei muito dos outros. Basicamente, não dou mais importância ao fato de que sempre serei substituída. São ciclos, entende? Entro na vida das pessoas e não permaneço muito tempo, elas entram na minha e sempre deixam algum pedaço delas. E assim vou juntando, fazendo um mural interno com cada pessoa que já consegui amar e deixar partir nessa vida. Sabe aquela sua professora de matemática que passou alguns dias substituindo seu professor fixo? Ela mal é lembrada. Substitutas nunca são lembradas, não são para serem lembradas. Você pode até ter a sensação que alguém passou por você em alguns momentos, mas logo se voltará para o que é real. Substitutas não tem porto fixo. Nunca permanecem muito tempo na vida de alguém. Sempre o Plano B, a segunda alternativa, o ESTEPE. Só quem é substituta sabe o quão é solitária e livre é esta vida. Apenas sei ou torço para que tudo isso tenha realmente algum propósito além de evitar sofrimento desnecessário. Posso não ser perfeita o tempo todo, mas sempre tenho sido verdadeira com o que sou. As pessoas sempre se vão. E não há nenhuma surpresa nisso.

Plágio.
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