Novamente me pego pensando em você e em tudo o que eu poderia ter feito para que nós pudéssemos ficar juntos. Não fiz nada e talvez eu não me arrependa disso. Talvez não fosse necessário eu fazer alguma coisa pra que a gente pudesse ficar juntos um dia. Talvezes que me afligem tanto. Tento de alguma forma esquecer você e toda essa agonia e angústia que já viraram moradoras de mim. Se hospedaram no meu corpo e de lá não querem mais sair.
Essa foi uma noite diferente eu fiquei imaginando o dia em que a gente vai acordar juntos. Penso que isso é só um sonho que nós dois alimentamos. Pura ilusão. Quem sabe isso aconteça uma vez na nossa vida, todos os dias ou nunca. Penso na forma mais drástica, logo penso que isso nunca poderá acontecer. Eu deveria ser mais otimista, eu sei. Mas desse jeito estou bem, não crio expectativas encima de nada, assim fica mais difícil que ocorra supostas decepções. O que vier é lucro. Ainda digo que vamos ser felizes um ao lado do outro. Digo, mas muitas vezes acabo não acreditando naquilo que está saindo da minha própria boca. Isso não está certo, mas não consigo fazer nada para mudar essa triste realidade. Triste realidade que também não quer ser mudada por ninguém, nem por mim, nem por você e muito menos por outra pessoa.
Eu já pensei que isso tudo pudesse ser culpa do destino e que todo esse sofrimento fosse benéfico para algo, talvez para o nosso amadurecimento. Mas, eu nunca acreditei em destino. Nunca acreditei que toda a nossa vida já estivesse traçada e que nada poderia mudar isso. É difícil acreditar que você não pode fazer nada para mudar o seu caminho, que o seu destino já foi escolhido. E que muitas vezes seu destino pode ser sofrer mais ainda. Cada vez mais. Essa noite me vieram tantas coisas à cabeça. Pensei em tanta coisa que os meus neurônios já estão pedindo para que eu vá dormir. Quem disse que eu consigo dormir?
Ainda sonho em te ver deitado no meu peito escutando as batidas levianas do meu coração.

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