Tento fazer o que posso para mudar coisas que não acho certas, mas quando existem intervalos, escrevo.
sábado, 2 de abril de 2011
Insonhável e irreal
Outra madrugada. Extensão de uma noite incansável. Sob o luar, a por versos em meus lábios, esse menino de diversas caras. Sedutor em sua peculiaridade. Todo divino em olhares, perpetuado em um corpo angelical. Esses cabelos sedosos que caem por cima de seus olhos: perfeição. Flutua à beira do Sena, ao horizonte a implacável Eiffel. Quem irá olhar para as belezas da Cidade Luz tendo ele como companhia? Espero não estar enganada, mas estou apaixonada. Algo tenebroso, desesperador. Eu, apaixonada: caindo de amores por um estranho perfeito. Talvez tenha me rendido aos encantos de um amor. Esse amor que encontramos em viagens, perdido e desamparado. Sensação afortunada, tendo a tentação de um vício qualquer. Como me deixei levar por ele. Aprisionou a minha sanidade à sua existência. A que ponto eu cheguei. Em que desprezível apaixonada ele me tornou. Garoto de sorrisos enlouquecedores, de comportamento escandaloso e perverso. Todo contraditório em sua forma de pensar. Cria fantasias em minha mente a cada olhar direcionado a mim. Vejo a vida até mais agradável, o nascer do sol até mais vivo e o frio, em seu calor acolhedor, mais propício ao amor. Desconheço essa romancista que jaz dentro de mim. Autodestruição, depreciação, menosprezo: desaparecidos. No lugar apenas o amor incontrolável, sem limites, arrebatador em sua forma inanimada. Felicidade descuidada, feita de momentos, de palavras jogadas aos ventos. Afirmo com todas as palavras: sou um menina feliz. Por um dia, seja quanto durar. Não me importo, quero apenas amá-lo; tê-lo em meus braços por mais outra manhã. Presenciar a presença de uma garoto insonhável e irreal.
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