sábado, 2 de abril de 2011

Janela

Ela acorda, vai em direção a janela, atravessa o seu quarto escuro de dia. Puxa a cortina, e vê que lá fora a chuva cai. Sente que essa é uma das manhãs de inverno mais bonita que ela já tinha visto. Se pergunta quando ele vai voltar, e sente que já é a hora de parar. A chuva à chama. Ela sai, e pula sobre as poças de água, dá um rodopio e cai sentada. Ri, e deita ali mesmo onde está. Mas ao mesmo tempo, cai uma lágrima instantaneamente, que se mistura com a chuva, e assim, sente os pingos caírem em seu rosto. Desenha mentalmente no céu alguém que nunca vai conhecer, e os seus olhos se fecham lentamente. A chuva passa, ela abre os olhos, e se encontra em sua janela.

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