Você acredita que algo incrível pode mudar uma pessoa? Você acredita que um dia poderá tocar uma estrela e dá-la a quem tanto gosta? Você acreditaria em qualquer coisa que eu te mentisse? Você me daria sua mão se eu estivesse afundando?
Conte-me seus segredos, ligue-me às duas da manhã. Eu não me importo. Só não diga que não valeu a pena. Porque não é só porque agora pegamos trens diferentes que eles nunca andaram no mesmo trilho. E talvez ainda andem de novo algum dia. Eu tenho estado bem, se você quiser saber. Tenho visto muitas estrelas cadentes. Mais do que via quando tinha você. Provavelmente porque eu já tinha tudo que desejava. E tenho feitos muitos pedidos também. Pedi paz, pra mim, pra você e as melhores coisas nas nossas vidas. Eu poderia muito bem mentir e dizer que nem as plantas da minha casa sentem a tua falta e na verdade eu iria mentir. No entanto, eu já cansei de amassar folhas, tentando te escrever algo. E agora acho que não há mais nada a dizer. Pois mesmo que você evolua naquelas suas pesquisas com raios cósmicos e crie uma máquina do tempo, eu teria feito e faria a mesma coisa se tivesse outra chance. Porque acho que sempre é válido errar. Afinal, não conseguiríamos ver as estrelas se não estivéssemos no escuro.
E então eu me lembro daquela tua frase: "Dois erros não fazem um acerto". Mas dois acertos fazem um erro. Eu e você. Numa eterna disputa para ver quem tem mais auto piedade. Um dia a gente se encontra por aí. Agradeço por ter tido a chance de ter conhecer um dia, ou achar que tinha te conhecido. O tempo passou e sempre irá passar. Só nós que ficamos presos a essas mesquinharias. Teu amor sempre foi mesquinharia, pouca coisa. Mas foi o suficiente para uma imaginação fértil como a minha. Pois eu sei o que é sofrer por algo que nunca foi seu e torcer para que ninguém consiga te ouvir do quarto. Você não deveria existir. Não estava nos planos. Porque se existe, não me vê. E se não me vê, não me faz sorrir. Só você sorri. E nada mais, só tuas poucas palavras que às vezes podem dizer tudo. Até mesmo o silêncio, que muitas vezes foi inquebrável, essa noite falaria tudo o que eu preciso ouvir. Mas eu estou bem. Esta noite eu vou acender as velas e lavar os pratos. Apagar as lembranças físicas de você e procurar um bom motivo para não precisar da tua presença. Não ofereço muito. Só tenho o meu mundo para te dar. Surpreenda-me pegando uma trilha alternativa e colidindo com o meu trem. Só não deixe o que passou virar nada. Se não já virou.

Plágio.
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