quarta-feira, 8 de junho de 2011

De repente.

E assim fez-se a conversa. São palavras cheias de espinhos. Alguém aponta o dedo para os seus erros, alguém desliza a língua sobre seus defeitos. Relacionamentos se acabam. E as vezes, ou melhor, na maioria das vezes, a gente não sabe direito como agir. Procuro por um norte há meses. Uma direção que me deixe encontrar. Não me sinto perdida, completamente difusa, mas sim... só. Uma solidão semelhante á um mergulho. As palavras que digo, puramente para a conservação de ser alguém bom para confiar, não sei se ainda servem. Sinto um medo enraizando-se dentro de mim, e as vezes não. É um vai-e-vem. As vezes dói mais, as vezes não importa. É como se eu soubesse que tenho algo convincente para dizer, mas sempre escapa, como uma daquelas lágrimas, como uma daquelas frases, gaguejadas.

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