Todos os nossos dias têm um gosto diferente.
Olho pra trás e vejo que ainda estou contigo, nos meus olhos, na minha pele, e no sorriso que eu tento dar à mim mesma todas as manhãs.
Parte da minha vida, na tua.
Enquanto tua mente se distrai com sonhos egoístas, em passos secos, eu fico aqui sonhando com os nossos dias.
Tudo isso há de ser para sempre.
Mesmo que os olhos não queiram mais sentir um ao outro, e as palavras prefiram descer pela garganta, ainda assim, haverá um mesmo gosto nos dias.
O gosto de algo bom, da verdade, que eu teimo em querer fazer durar para sempre.
O gosto das palavras, da tinta da caneta, do presente de aniversário, daquele bilhete escrito na pressa, numa folha de caderno amassada, com qualquer frase tua que pareça amor de verdade.
Um gosto meu, de tudo aquilo que ainda não provei, que a tua boca e a minha não tiveram tempo de provar.
De se provar tempo o suficiente.
Um gosto do tempo que não temos. Dos segundos doces que ainda não passaram.
O único desejo que tenho é que o tempo me dê ao menos uma chance de poder provar.
Que seja mais do que provei, por que o teu amor nunca vai ser suficiente.
É o melhor gosto que já tive a chance de sentir.
Eu ainda quero mais.
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