Se eu te disser para segurar a minha mão, bem forte, fechar os olhos, sentir minha pele tocando a tua, sentir o calor do meu sangue, sentir o nosso passado.
Se te disser que já quis perder meu tempo, que já perdi, mas que o tempo não importa, só não quero te perder.
Me diga por que é tão difícil abrir os olhos, depois que já se fecharam.
Me diga que tudo vai ficar bem, que as promessas duram para sempre, que o amor dura para sempre, e que nada é tão irreal que não possa permanecer por um segundo.
Diga que os prazos de validade foram feitos para consumirmos tudo mais depressa. Que as horas não passam, que os relógios não existem, e que as portas não separam nada.
Minta para mim.
Minta com amor, com desejo, com ânsia de colocar para fora mentiras coloridas e doces, feitas de amor, desfalecendo meu coração, usando o meu corpo, por que mentir faz bem para a pele.
Seque as lágrimas do meu travesseiro, limpe o suor dos vidros, e desligue o ventilador no inverno. Me aqueça com palavras, com palavras lúdicas, grossas, cheias de insanidade, iludidas com maciez e brilho difuso de uma mentira necessária.
Tenha por mim desafeto o suficiente para falar a verdade.
Amor para mentir tu já tens o suficiente.
Então me odeie!
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