Eu precisava de mais. Sempre precisei.
As mãos dele já não são suficientes para me segurar.
O amor já sofreu tanto. Foi tão disperdiçado.
Eu gostaria de poder recolher a areia do chão. Desculpe-me, mas não há mais tempo.
Já se foi o tempo em que tudo era verdade. Quando os olhos sentem, quando os lábios tocam os segundos. De certa forma rasgamos o véu do encanto.
Ele me fez promessas, jurou me fazer segura ao seu lado. Tudo se foi. A sensação que permanece é de que estou mais só do que jamais estive antes, e ainda assim ele está ao meu lado.
Quando me deito em seu peito, nas noites vagas, tenho medo de ouvir o coração que bate ali dentro. Nem sei se bate algo dentro disso tudo.
A realidade ingênua era mais fácil.
Quando se faziam planos de um futuro que nunca existiu, quando os sonhos eram belos e fáceis de imaginar sua conquista, tudo era mais fácil, diferente.
Nem há mais se quer um calor nos teus olhos. As chamas se apagaram. Uma por uma, para cada erro que deixamos passar.
Bem, novamente eu sofro por não saber a hora de parar com isso tudo.
Sejamos francos, nosso amor não é suficiente para suportar as mágoas, os erros, as mentiras e ilusões.
Nosso amor não é mais como era antes.
Não sou mais como fui naquele tempo, e talvez não mudei só.
Não te reconheço mais, nem em meus sonhos.
A pior parte disso tudo, é que enquanto houver amor ambos sofreremos muito.
E ele ainda existe, dentro de nós. Amor.
Deus, como tu escreves bem. Ficou lindo.
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